Nascida há 3 anos, nós, da Venuxx, somos o 1º aplicativo do Brasil a enxergar a mobilidade urbana para elas de um jeito diferente. Mas antes de explicar porquê somos diferentes, por que decidimos focar nas mulheres?

As mulheres podem reaquecer a economia mundial

Segundo estudos do Banco Mundial, das Nações Unidas, do Monitor do Empreendedorismo Global, da Deloitte e da Ernst & Young, investir nas mulheres faz com que a economia cresça. Isso é conhecido como “dividendo de gênero”: quando elas são o foco, as comunidades ao redor crescem. Se a lacuna entre a taxa de emprego masculina e feminina reduzisse, a economia global seria bastante afetada positivamente, porque o PIB dos EUA aumentaria em mais de 9%, da Europa em mais de 13% e do Japão em mais de 16%.

Além disso, você sabia que as mulheres são responsáveis por 66% de todo o trabalho no mundo, produzem 50% de toda a nossa comida, mas recebem apenas 10% e são donas de 1% a 2% das propriedades? No mínimo, não é justo.

A mobilidade urbana como ponto de partida

Começamos pela mobilidade urbana porque as mulheres tem jornadas completamente diferentes das dos homens, e ninguém estava olhando para isso: os aplicativos de mobilidade que já existem não são personalizados para elas, e as políticas públicas tampouco enxergam a mulher com necessidades diferentes. Afinal, de modo geral, a voz das mulheres ainda não tem espaço nas decisões do Brasil. A Meli Malatesta, do Pé de Igualdade, trouxe alguns dados de São Paulo que evidenciam a baixa representatividade das mulheres nos processos de tomada de decisão quanto à mobilidade urbana:

  • Fórum Nacional de Secretários de Transporte da ANTP: dos 75 cadastrados, 65 eram homens (86%) e apenas 10 mulheres (14%).
  • Fórum de Secretários Paulistas da ANTP: dos 191 cadastrados, 176 homens (92%) e 15 mulheres (8%).
  • Quadro de funcionários e estagiários da CET-SP: de 4.300 funcionários e estagiários, 3.700 são homens (86%) e 600 são mulheres (14%).

Dentro da CET-SP, nas posições de chefia, os homens também são a maioria. Com isso, segundo Meli:

O que se percebe com isso é que os espaços em que são decididas as políticas públicas de mobilidade, onde se dá a gestão da mobilidade na nossa cidade, são ocupados predominantemente por homens. Eles ainda decidem por nós. Isso precisa mudar.

No planejamento das cidades, as mulheres também tem baixa participação. Em qualquer âmbito da vida, mas principalmente na gestão pública, as mulheres tem mais um desafio: serem levadas a sério. Em ambientes onde tomam-se decisões e a presença masculina ainda é predominante, o machismo acaba por ofuscar e/ou menosprezar a voz das mulheres. Ainda de acordo com Meli,

É comum falar e o que você diz ser considerado “achismo” simplesmente porque foi dito por uma mulher. Essa é a realidade e é resultado de uma cultura ainda machista na gestão da mobilidade.

São muitos os desafios enfrentados pelas mulheres na mobilidade urbana. Em São Paulo, os principais são: baixa qualidade do transporte coletivo, medo de andar sozinha na rua e/ou de sofrer assédio. Tudo isso reflete a dimensão dos problemas que a mobilidade urbana enfrenta, e são fatores determinantes para as mulheres porque relacionados diretamente com a autonomia e a integridade delas.

Agora que você já sabe de tudo isso também, entendeu porquê as mulheres precisam de um olhar especial na mobilidade urbana delas, né? 😉

Pensando no melhor formato de atender às necessidades das mulheres, nós adotamos 3 principais perspectivas de impactos positivos na vida das mulheres:

  1. Econômico: geração de renda, poder de compra, novas oportunidades, conexão colaborativa e geração de novos negócios
  2. Social: segurança, acesso, representatividade, autonomia, bem-estar, qualidade de vida, reconhecimento, capacitação e treinamentos
  3. Ecológico: menos carros nas ruas e redução na emissão de CO2 (economizamos mais de 7 toneladas de CO2 em 2018)

Vamos juntas transformar a mobilidade urbana para mulheres?

Fontes: https://wricidades.org/noticia/mulheres-movem-cidade / https://connectamericas.com/pt/content/o-que-sabemos-sobre-mulheres-na-economia-de-hoje


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